19 de dez. de 2007

Chuck Norris e Huckabee

http://www.youtube.com/watch?v=MDUQW8LUMs8

Ps: Esqueci como postar a janelinha... Mas vale a pena, assistam!

16 de dez. de 2007

Dias de ócio

Sabe um dia feio, feio, feio de doer? Pois é isso que vejo da minha janela. Ontem chegamos em casa de madrugada e a virada já se anunciava: uma chuva de gelo e uma ventania esquisita... A chuva de gelo virou neve mesmo, a ventania ficou muito forte, a cidade amanheceu branca e embaçada. Tô com coragem zero de sair de casa. Precisava comprar uma bota pra andar com mais segurança por aí, mas isso vai ficar pra outro dia. Ontem, voltando pra casa com as calçadas já congeladas, resolvi aproveitar a bota que tenho e que não me dá nenhuma firmeza... Pra patinar! rs Não sei como, mas não caí. Acho que tô ficando boa nisso.

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Quando eu cheguei em NY, notei que no meu bairro não tinha nenhuma locadora. Procurei, mas não achei nada. Nos viramos por um tempo com os DVDs do mercadinho 24 horas do quarteirão de baixo, mas obviamente aquilo era pouco. Até que reparei no envelope vermelho que várias pessoas carregam por aí e que logo colocam na caixinha de Correio... Netflix. Descobri que eles serviram de inspiração para o serviço que eu usava no Brasil, o Netmovies, mas são beeem melhores. Além dos dois DVDs que eu posso ter em casa ao mesmo tempo, também dá pra assistir filmes e seriados online, sem limite de tempo. Tudo por $ 13,99 por mês. O catálogo é imenso e agora estamos na fase Heroes. Sim, outra série de TV pra tomar nosso tempo. Nada melhor nesses dias embaçados.

2 de dez. de 2007

Olha quem apareceu para o café!

And let it snow... Morningside Park 02/12/07


Quando ainda era outono... Morningside Park 26/11/07


1 de dez. de 2007

Quer um Iphone? Suerte!

A Apple levou o título. Nada mais bizarro neste Natal do que tentar comprar um Iphone. Pra tentar impedir que o aparelhinho saia dos EUA (ahn? vão impedir como?) você 1) não pode pagar com dinheiro 2) não pode pagar com cartão que não seja daqui 3) só pode comprar com cartão daqui dois Iphones em toda a sua vida. Isso mesmo: até morrer!
Nunca tinha visto uma cena assim: várias pessoas, várias mesmo, chegavam no caixa pra pagar COM CARTÃO DAQUI e a gerente falava: "Não vou vender pra você. Você já comprou dois, de acordo com nossos registros". E as pessoas desesperadas: mas foi minha mulher que comprou, e agora queremos comprar pros nossos filhos e blá blá blá... Que nada!
Quando fui pagar (e não era pra mim!), fui avisada do "limite". Quis saber então se o aparelho tem garantia pra vida inteira. Afinal, se você só pode comprar dois in your lifetime, o Iphone não pode quebrar, certo? Óbvio que não.
Pra resumir: turistas, evitem. Chateação na certa.

25 de nov. de 2007

A greve atrapalhou?

Quem estiver de passagem por aqui e quiser ir ao teatro, com a greve dos produtores da Broadway vai ter que recorrer aos espetáculos off-Broadway. Já fui a dois, e recomendo.

Fuerza Bruta
Grupo argentino, os mesmos que montaram De La Guarda. Não é uma peça, é uma performance, uma sequência de imagens marcantes, um lindo jogo de sombras e luzes. Apesar de tudo isso, gostei mais do De La Guarda - não sei se pelo desconhecido ou porque a música era ao vivo. O ingresso custa 75 dólares e vale a pena SE 1) você não se importar de ficar 70 minutos em pé 2) você não se importar de ficar 7o minutos em pé olhando pra cima 3) você estiver disposto (a) a experimentar uma coisa nova 4) você não se incomodar em receber uns respingos de água ou cal.

Blue Man Group
Os mesmos homens azuis que já estiveram no Brasil continuam em cartaz por aqui. A peça é boa, engraçada, não exige muito de quem não fala inglês direito e vale o investimento (também de 75 doletas). Dica: quem quiser arriscar, pode chegar na bilheteria do teatro uma hora antes da peça. Os ingressos que estiverem sobrando passam a valer 25 dólares.

Fuerza Bruta em ação

17 de nov. de 2007

Enfim, o rato


Que Nova York tem rato em todo lugar eu já sabia. E que muita gente já recebeu a visita de um em casa eu também já tinha sido avisada. Nos trilhos do metrô, já vi vários. Já vi também no mercadinho 24 horas da rua debaixo, eca!

Eis que chegou o dia de ser brindada com um em casa. Sério. Era pequeno, pelo menos. Não sei por onde ele entrou, mas eu estava na sala e vejo o infeliz saindo do quarto (eca, eca, eca!!!!!) em direção à cozinha. Entrou embaixo da geladeira e lá ficou. Quando pressionamos (hahaha, essa palavra não é apropriada pra descrever a cena como ela REALMENTE aconteceu, mas vou deixar passar...), ele saiu da geladeira, atravessou um espacinho de menos de 1 metro e entrou embaixo do fogão, embutido. Da geladeira pro fogão e do fogão pra geladeira, ficamos na queda de braço por uma hora mais ou menos. Domingo, meia-noite.

Desistimos da caçada totalmente mal-sucedida. Fechamos a porta do quarto, lacramos tudo pro bicho não resolver voltar pra lá, e dormimos. No dia seguinte, acionei o porteiro e a equipe de manutenção (Adoro! Meu prédio dá emprego pra muita gente, sabe, e aí fica fácil: até lâmpada queimada eles trocam!). Saí cedo, sem café da manhã (óbvio!), e fiz todo um drama na portaria. Fato é que quando voltei no fim do dia o rato não estava mais aqui, e a casa agora tem venenos em todos os cantos. Desinfetei a cozinha inteira, no melhor estilo paranóia, e c´est la vie.

Assim, pra resumir, sobrevivi e tal. Mas tô bem determinada a não passar por isso de novo! rs Virei a mala do andar - quem deixa o lixo no corredor fora do horário é dedado pro porteiro. Pô, também tem gente que abusa! Saco de lixo meio aberto a madruga inteira dando sopa no corredor quente (calefação a mil!) não rola, né?

6 de nov. de 2007

Energia boa

A Maratona de Nova York é uma delícia. Recomendo como passeio turístico: venham e aproveitem a festa! O Central Park, já todo vestido de outono, recebeu ontem 38 mil atletas, alguns muito mais bem preparados do que outros, em um lindo dia de frio e sol. Fiquei assistindo à passagem dos corredores a 200 metros do final da prova. Logo a gente entra na onda e começa a gritar o nome dos que passam (vários escrevem o nome na camiseta, pedindo um incentivo), a energia é ótima, tem uns figuras engraçadíssimos... E, juro, dá vontade de treinar pro ano que vem.

Ps: Quem viu a vencedora entre as mulheres carregando a filha no colo? A filha tem 9 meses! A mulher correu até a véspera do parto e voltou a treinar 12 dias depois de dar à luz. Paula Radcliffe é o nome da doida.

26 de out. de 2007

Sai NY, entra AL

Quando comecei a escrever esse blog, tinha mais tempo pra fuçar NY, ler o NY Times todo dia, gastar horas na internet, bater perna... As idéias de post eram muitas - cheguei até a fazer uma pastinha com coisas bacanas que queria abordar aqui. Mas agora o foco mudou, o tempo apertou, a cabeça tá mais direcionada de novo. Tenho pensado muito sobre a América Latina - ui, isso não é tão bacana quanto NY.... rs

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Se você estiver vindo pra NY, mala de frio. Esse outono fajuto (e delicioso!!) durou só até ontem. Hoje tá frio, chovendo, ventando. E o meu consultor para assuntos metereológicos (um senhor no meu trabalho que a-m-a me ajudar a decidir o que vestir no dia seguinte! rsrs) já me contou que a chuva passa - mas a temperatura não sobe.

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Bit´s, tem espetáculo novo do De La Guarda aqui! O nome é Fuerza Bruta, e parece tão bom quanto o primeiro. Vou comprar ingresso e te conto.

15 de out. de 2007

O dia em que conheci FHC

Então o Fernando Henrique ia dar uma palestra aqui, e meu chefe era um dos speakers do evento. Quando cheguei - cedo - a brasileirada toda ainda não tinha aparecido e fui apresentada ao hómi. Nem dei muita bola. Depois, quando vi o fuzuê que se instaurou ao redor do nosso ex-presidente, com fotos, flashes e até pedidos de autógrafos, fiquei me achando extra-blasé. E decidi registrar pelo menos aqui - assim, quando eu esquecer, leio o blog e relembro.
Aliás, acho que essa é a parte mais legal de estar em NY. Aqui rolam as palestras mais bacanas, os eventos mais inesperados e tudo parece (e às vezes é!) muito interessante. Agora trabalhando, só vou em eventos com políticos e empresários da América Latina - mas conhecer em um mês três governadores, um ex-presidente do Brasil e outros vários atuais presidentes latino-americanos já é legal o suficiente!

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Depois do sucesso absoluto (quem usou, aprovou!) do meu Guia Madrid, estou começando a juntar material para o meu Guia NY. Aguardem. Só não vale pedir dica de hotel bom e barato, porque isso aqui não existe. rs

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Li, adorei saber que você me visita. Volte sempre!

9 de out. de 2007

Turismo em NY

Blue Man fazendo pose pra mim. Muito, muito bom.

Fila pra entrar em um culto de domingo no Harlem - só pra descobrir depois que não valia a pena... Ah, também dá pra brincar de "onde está o Whally?"

Columbia University, caminho nosso de todo dia.

Apple Store na Quinta Avenida - essa coloquei pra você, Gi.

Soho nos finais de semana, toda uma experiência sonora e tátil.

Você vai até a última estação da linha 1 do metrô, pega o Ferry grátis até Staten Island e volta - e a vista é essa.

30 de set. de 2007

Updates

No final de semana passado a gente alugou duas bicicletas e foi passear por aí. Cruzamos a ponte e fomos pro Brooklin. Tomamos suco de laranja em um lugar lindinho, ao sol, e voltamos pela ponte do Queens. Apesar da falta de prática, logo estava dominando a magrela e só pedi arrego quando o passeio estava no fim - a última subida foi matadora.

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Também fomos pra praia em um desses finais de semana. Sol bom, água limpa, ventinho refrescante... MAS 1) Não podia beber nada 2) Não podia comer 3) Não podia surfar 4) Não podia jogar frescobol 5) Não podia sair da areia só de biquini. É, eu sei. Bizarro.

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Semana política movimentadíssima por aqui. Na segunda teve visita do presidente do Irã em Columbia. Campus lotado, discussões acaloradíssimas. Na terça trabalhei em um café-da-manhã com a presidente do Chile e um almoço com o do Ecuador. Depois ainda teve Evo Morales, Cristina Kirchner e Alvaro Uribe.


Praia onde nadar pode

25 de set. de 2007

Fim do ócio

E aí que meus dias de bater-perna-por-aí-sem-ter-hora-pra-voltar acabaram... De repente, arranjei um emprego bem legal, full-day (com direito inclusive a algumas nights) e na minha área. Tô feliz - e hoje também cansada!!

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Apesar da correria, prometo não abandonar esse espaço. Não agora, que estou começando a gostar... No final da semana volto para dividir minhas impressões sobre Michelle Bachelet (Chile), Rafael Correa (Equador), Álvaro Uribe (Colômbia) e Cristina Kirschner (futura Argentina). Chique, né? Semana de U.N.G.A. e eu estarei lá. :-)

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Eba, semana que vem tem visita da boa: colo de pai e mãe!!!

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Por fim, a inveja: eis que eu estava indo almoçar no East Side quando uma menina pede pra eu parar e esperar um minutinho. Quando olho pra cima pra descobrir o que está rolando, vejo a Charlotte e o Mr. Big na esquina. hehe As filmagens do filme Sex and the City estão a todo vapor por aqui!! Agora, mais uma: eis que meus colegas de trabalho foram checar o hotel onde faremos um dos eventos da semana. E eles (ambos homens) dividiram o elevador com o Brad Pitt.

17 de set. de 2007

Domingão cultural

Acabamos de chegar da nossa estréia na New York Philharmonic. Fomos assistir a uma apresentação do maestro e compositor John Williams (acima), ganhador de 5 Oscars, 20 Grammys, 4 Globos de Ouro, 4 Emmys e diretor musical de mais de 1oo filmes. Sensacional. Teatro lotado, ele apresentou os temas que compôs para as trilhas do E.T, Indiana Jones, Guerra nas Estrelas, Tubarão, Harry Potter, Memórias de uma Gueixa e outros. Já estava muuuito bom, mas eis que de convidado especial entra no palco o diretor e coreógrafo Stanley Donen, 83. Figuraça, falou sobre as cenas mais complicadas de alguns de seus filmes, como essa do Fred Astaire, e a orquestra tocou enquanto trechos passavam em um telão. A famosa dança no teto foi possível graças a uma idéia de Donen: ele construiu o quarto dentro de um tubo gigante, que ia girando enquanto a câmera continuava fixa. E ainda teve Gene Kelly singin´in the rain. Ai, ai.

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Parabéns, mamis. Comemorei muito seu dia, mesmo longe.

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Ah, e minha tarde ainda teve filme brasileiro bom, muito bom. Mutum, da Sandra Kogut, é uma adaptação de Campos Gerais, do Guimarães Rosa. E vale a pena, muito. Quando estrear aí, não percam.

13 de set. de 2007

Só pra constar...

Você só percebe o quanto estar longe desequilibra suas emoções quando, ao abrir seu e-mail, encontra SEIS mensagens - todas de gente legal e nenhum spam! - e ganha o dia! Simplesmente bota um sorrisão na cara e fica assim até ir dormir.

Isso vale para comentários no blog. He.

12 de set. de 2007

9/11

A Nova York onde eu vivo há exatos 40 dias não é mais a mesma depois de 11 de setembro de 2001. Eu não conheci a outra, a que os moradores que viveram o drama dos ataques ao World Trade Center se referem. Mas eles dizem que quando a cidade voltou ao normal, não era mais o mesmo normal. E que hoje vivemos em outra cidade.

A Nova York que eu estou conhecendo é cheia de nuances. É tênue, apesar de tão enfática. É singular, mesmo sendo tão plural. É só e vai sozinha. Como era antes? Não sei. Mas ninguém, nem Nova York, poderia sobreviver sem nenhum arranhão.

Quem quiser sentir um pouco do que os moradores daqui viveram há seis anos pode visitar o Tribute WTC e uma exposição de fotos na New York Historical Society. Abaixo, um pedaço pequeno de um painel enorme com fotos, cartões e lembranças dos 2.749 mortos daquele 11 de setembro.

Quando fomos visitar o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, nossa guia terminou o tour dizendo que o objetivo de manter tudo aquilo de pé é não deixar ninguém esquecer. Acho que aqui vale o mesmo.

8 de set. de 2007

And the winner is...

É assim, tirando os nomes de um balde, que a loira aí em cima decide quem vai entrar em um show da Broadway pagando apenas 20 doletas... Fomos testar o esquema "lottery" na peça Avenue Q. Chegamos no horário colocamos nossos nomes no baldinho e esperamos. Não deu. Como o ingresso mais barato custava $ 66, resolvemos testar a sorte outras vezes antes de pagar o preço...

6 de set. de 2007

Rihanna - Umbrella (Acoustic)

Então vai ser assim?

Confirmando o que aquela especialista em imagem disse, a revista do NY Times trouxe na capa o guru da indústria fonográfica norte-americana, Rick Rubin. Guru porque tem essa barba horrorosa, anda descalço e só usa calça cáqui, né? Se fosse normalzinho não seria guru...


Mas enfim, o cara tem carta branca pra fazer o que quiser - com a missão, nada simples, de salvar um mercado que parece não ter salvação.

E aí eu tô lendo hoje o The Wall Street Journal e vejo a história da cantora Marié Digby, 24, um fenônemo do YouTube visto por mais de 2,3 milhões de pessoas. Ela começou a postar vídeos gravados na sala da sua casa. Para aparecer nas buscas, gravou também covers. O boca-a-boca funcionou e logo Marié estava na TV, explorando seu conto de fadas e declarando surpresa por ter ido tão longe com os tais vídeos caseiros... Claro, assinou contrato com a Hollywood Records.

Mas... Eis que o contrato com a gravadora estava assinado desde 2005. E toda a sua carreira virtual foi guiada - muito bem guiada, diga-se de passagem - pela firrrrma. Tudo, tudinho planejado. Aliás, suas aparições na TV foram negociadas pela assessoria de imprensa da gravadora. No YouTube (vídeo acima, não consegui postar aqui...) os fãs se dividem. Alguns acham que ela foi esperta, outros que ela os enganou. Eu, que não sou fã nem nunca tinha ouvido falar na moça, achei a história absurda. Será que é este o caminho do marketing? Ui.

5 de set. de 2007

Horizontes

Morningside Park (only during day-light, they say)


George Washington Bridge, lá bem ao norte. À noite ela fica linda, iluminada. Mas minha máquina fotográfica não acha...

Quem já visitou algum apartamento em Manhattan sabe o que pode encontrar pela frente. A não ser que você tenha muito dinheiro pra gastar, é bem provável que acabe morando em um cubículo, com um cozinha minúscula, sem área de serviço (o laundry room, quando existe, é no subsolo - e coletivo) e escuro. Bom, desse último "defeito" a gente se livrou. Apesar de pequeno e com uma cozinha pra-quem-não-cozinha, nosso apê tem uma vista linda. Estamos no décimo quinto andar, com vista para a George Washington Bridge (que à noite fica lindona toda iluminada!) e o Harlem. Em dias claros, vejo o rio Hudson e uma outra ponte, no East Side, que ainda não descobri qual é.

4 de set. de 2007

Black and white, sem nuances

Ia escrever sobre outra coisa, mas liguei a TV despretensiosamente, só enquanto comia meu macarrão, e vi um documentário feito pela PBS (rede de TV pública americana) sobre a (des) igualdade racial no Brasil. No filme, estudantes ricos e pobres de Brasília são acompanhados durante o pré-vestibular e discutem a decisão de tentar - ou não - entrar na UnB pela lei de cotas.
Sempre acreditei que a lei de cotas não deveria ser racial, mas sócio-econômica. Escola pública a vida toda + renda familiar ínfima + isenção de imposto de renda = cota, ou algo na mesma linha. Mas sinceramente não sei mais. A real é: quantos negros estudam em escola particular? Quantos trabalham aí do seu lado, no mesmo cargo? Quantos você vê na USP, PUC ou Faap? Será mesmo que não é racismo? Será que não aprendemos que o país vive numa "democracia racial" e passamos a aceitar isso como verdade?
Assistindo ao programa, me peguei pensando: pô, se uma dessas pessoas entrar na UnB essa lei já vai ter valido a pena, apesar dos espertos - IMPRESSIONANTE a cara de pau de alguns que agora se declaram negros.

# Voltarei em breve com a programação normal. Ou seja, Nova York.
# Não posso deixar de comentar a mãe "classe-média-alta-branca" que dá entrevista e solta (chorando): "estou mais nervosa do que ela. Acho uma injustiça ver a minha filha ralar de estudar e ser prejudicada por essa lei. Ela não merece tanto (!!) sofrimento!". E chora mais. Credo, ela não deve é merecer a senhora.

30 de ago. de 2007

Vou tentar...


...mas pode ser que não role. Quem acompanhou a vida curta do meu blog em Madrid sabe que ainda não fui mordida pelo vício. Amo ler blogs alheios, não peguei a manha de escrever nos meus. O do casamento, com início, meio e fim, foi mais fácil. E muito útil também. Acho estranho ele estar lá (ou aqui), perdido dando sopa por aí... Mas enfim, assim é. E agora vou tentar um aqui, direto de Nova York (a imagem é de Manhattan vista da ponte do Brooklin).

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Outro dia conheci uma especialista em imagem que trabalha em Nova York há 20 anos. Engraçadíssima, rápida, bom astral. Segundo ela, pra se destacar hoje em dia você precisa ser estranha, usar algo que marque sua personalidade. Tipo uns óculos bizarros ou um corte de cabelo sensacional. É a velha história da melancia no pescoço, versão 2007 - e agora embasada por profissionais. Alguém se habilita?

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Da série "como é que eu peço uma espanhola na Espanha?": e pra fazer unha francesinha na França?? Não basta só pedir pra fazer a unha, sem destacar que a opção é pelo modelo "francês", afirma quem passou pela experiência. Sem coragem, ela se contentou com as unhas sem aquelas ponteiras brancas (que, aliás, não fazem muita falta mesmo...)

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Voltando a NY e ao amado NYTimes: saiu uma matéria dizendo que os casais ficam esperando o mercado de imóveis aquecer para oficializar o divórcio. É que aqui comprar um lar para chamar de seu é tão caro, mas tão caro, que a galera pensa duas vezes antes de se divorciar. Afinal, metade de 1 milhão de dólares compra um studiozinho em Manhattan, e olhe lá. Então eles ligam pros corretores e pedem para ser avisados quando existir a chance de fazer um bom negócio. Tipo assim: "querida, quando você conseguir 1,3 milhão me liga correndo e eu dou entrada nos papéis. Ah, e aviso meu marido". O pior é que a espera pode durar meses. E algumas relações se desgastam tanto, mas tanto, que o que era pra ser uma separação amigável vira uma guerra judicial. Afe, por isso que moro de aluguel.