30 de set. de 2007

Updates

No final de semana passado a gente alugou duas bicicletas e foi passear por aí. Cruzamos a ponte e fomos pro Brooklin. Tomamos suco de laranja em um lugar lindinho, ao sol, e voltamos pela ponte do Queens. Apesar da falta de prática, logo estava dominando a magrela e só pedi arrego quando o passeio estava no fim - a última subida foi matadora.

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Também fomos pra praia em um desses finais de semana. Sol bom, água limpa, ventinho refrescante... MAS 1) Não podia beber nada 2) Não podia comer 3) Não podia surfar 4) Não podia jogar frescobol 5) Não podia sair da areia só de biquini. É, eu sei. Bizarro.

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Semana política movimentadíssima por aqui. Na segunda teve visita do presidente do Irã em Columbia. Campus lotado, discussões acaloradíssimas. Na terça trabalhei em um café-da-manhã com a presidente do Chile e um almoço com o do Ecuador. Depois ainda teve Evo Morales, Cristina Kirchner e Alvaro Uribe.


Praia onde nadar pode

25 de set. de 2007

Fim do ócio

E aí que meus dias de bater-perna-por-aí-sem-ter-hora-pra-voltar acabaram... De repente, arranjei um emprego bem legal, full-day (com direito inclusive a algumas nights) e na minha área. Tô feliz - e hoje também cansada!!

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Apesar da correria, prometo não abandonar esse espaço. Não agora, que estou começando a gostar... No final da semana volto para dividir minhas impressões sobre Michelle Bachelet (Chile), Rafael Correa (Equador), Álvaro Uribe (Colômbia) e Cristina Kirschner (futura Argentina). Chique, né? Semana de U.N.G.A. e eu estarei lá. :-)

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Eba, semana que vem tem visita da boa: colo de pai e mãe!!!

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Por fim, a inveja: eis que eu estava indo almoçar no East Side quando uma menina pede pra eu parar e esperar um minutinho. Quando olho pra cima pra descobrir o que está rolando, vejo a Charlotte e o Mr. Big na esquina. hehe As filmagens do filme Sex and the City estão a todo vapor por aqui!! Agora, mais uma: eis que meus colegas de trabalho foram checar o hotel onde faremos um dos eventos da semana. E eles (ambos homens) dividiram o elevador com o Brad Pitt.

17 de set. de 2007

Domingão cultural

Acabamos de chegar da nossa estréia na New York Philharmonic. Fomos assistir a uma apresentação do maestro e compositor John Williams (acima), ganhador de 5 Oscars, 20 Grammys, 4 Globos de Ouro, 4 Emmys e diretor musical de mais de 1oo filmes. Sensacional. Teatro lotado, ele apresentou os temas que compôs para as trilhas do E.T, Indiana Jones, Guerra nas Estrelas, Tubarão, Harry Potter, Memórias de uma Gueixa e outros. Já estava muuuito bom, mas eis que de convidado especial entra no palco o diretor e coreógrafo Stanley Donen, 83. Figuraça, falou sobre as cenas mais complicadas de alguns de seus filmes, como essa do Fred Astaire, e a orquestra tocou enquanto trechos passavam em um telão. A famosa dança no teto foi possível graças a uma idéia de Donen: ele construiu o quarto dentro de um tubo gigante, que ia girando enquanto a câmera continuava fixa. E ainda teve Gene Kelly singin´in the rain. Ai, ai.

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Parabéns, mamis. Comemorei muito seu dia, mesmo longe.

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Ah, e minha tarde ainda teve filme brasileiro bom, muito bom. Mutum, da Sandra Kogut, é uma adaptação de Campos Gerais, do Guimarães Rosa. E vale a pena, muito. Quando estrear aí, não percam.

13 de set. de 2007

Só pra constar...

Você só percebe o quanto estar longe desequilibra suas emoções quando, ao abrir seu e-mail, encontra SEIS mensagens - todas de gente legal e nenhum spam! - e ganha o dia! Simplesmente bota um sorrisão na cara e fica assim até ir dormir.

Isso vale para comentários no blog. He.

12 de set. de 2007

9/11

A Nova York onde eu vivo há exatos 40 dias não é mais a mesma depois de 11 de setembro de 2001. Eu não conheci a outra, a que os moradores que viveram o drama dos ataques ao World Trade Center se referem. Mas eles dizem que quando a cidade voltou ao normal, não era mais o mesmo normal. E que hoje vivemos em outra cidade.

A Nova York que eu estou conhecendo é cheia de nuances. É tênue, apesar de tão enfática. É singular, mesmo sendo tão plural. É só e vai sozinha. Como era antes? Não sei. Mas ninguém, nem Nova York, poderia sobreviver sem nenhum arranhão.

Quem quiser sentir um pouco do que os moradores daqui viveram há seis anos pode visitar o Tribute WTC e uma exposição de fotos na New York Historical Society. Abaixo, um pedaço pequeno de um painel enorme com fotos, cartões e lembranças dos 2.749 mortos daquele 11 de setembro.

Quando fomos visitar o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, nossa guia terminou o tour dizendo que o objetivo de manter tudo aquilo de pé é não deixar ninguém esquecer. Acho que aqui vale o mesmo.

8 de set. de 2007

And the winner is...

É assim, tirando os nomes de um balde, que a loira aí em cima decide quem vai entrar em um show da Broadway pagando apenas 20 doletas... Fomos testar o esquema "lottery" na peça Avenue Q. Chegamos no horário colocamos nossos nomes no baldinho e esperamos. Não deu. Como o ingresso mais barato custava $ 66, resolvemos testar a sorte outras vezes antes de pagar o preço...

6 de set. de 2007

Rihanna - Umbrella (Acoustic)

Então vai ser assim?

Confirmando o que aquela especialista em imagem disse, a revista do NY Times trouxe na capa o guru da indústria fonográfica norte-americana, Rick Rubin. Guru porque tem essa barba horrorosa, anda descalço e só usa calça cáqui, né? Se fosse normalzinho não seria guru...


Mas enfim, o cara tem carta branca pra fazer o que quiser - com a missão, nada simples, de salvar um mercado que parece não ter salvação.

E aí eu tô lendo hoje o The Wall Street Journal e vejo a história da cantora Marié Digby, 24, um fenônemo do YouTube visto por mais de 2,3 milhões de pessoas. Ela começou a postar vídeos gravados na sala da sua casa. Para aparecer nas buscas, gravou também covers. O boca-a-boca funcionou e logo Marié estava na TV, explorando seu conto de fadas e declarando surpresa por ter ido tão longe com os tais vídeos caseiros... Claro, assinou contrato com a Hollywood Records.

Mas... Eis que o contrato com a gravadora estava assinado desde 2005. E toda a sua carreira virtual foi guiada - muito bem guiada, diga-se de passagem - pela firrrrma. Tudo, tudinho planejado. Aliás, suas aparições na TV foram negociadas pela assessoria de imprensa da gravadora. No YouTube (vídeo acima, não consegui postar aqui...) os fãs se dividem. Alguns acham que ela foi esperta, outros que ela os enganou. Eu, que não sou fã nem nunca tinha ouvido falar na moça, achei a história absurda. Será que é este o caminho do marketing? Ui.

5 de set. de 2007

Horizontes

Morningside Park (only during day-light, they say)


George Washington Bridge, lá bem ao norte. À noite ela fica linda, iluminada. Mas minha máquina fotográfica não acha...

Quem já visitou algum apartamento em Manhattan sabe o que pode encontrar pela frente. A não ser que você tenha muito dinheiro pra gastar, é bem provável que acabe morando em um cubículo, com um cozinha minúscula, sem área de serviço (o laundry room, quando existe, é no subsolo - e coletivo) e escuro. Bom, desse último "defeito" a gente se livrou. Apesar de pequeno e com uma cozinha pra-quem-não-cozinha, nosso apê tem uma vista linda. Estamos no décimo quinto andar, com vista para a George Washington Bridge (que à noite fica lindona toda iluminada!) e o Harlem. Em dias claros, vejo o rio Hudson e uma outra ponte, no East Side, que ainda não descobri qual é.

4 de set. de 2007

Black and white, sem nuances

Ia escrever sobre outra coisa, mas liguei a TV despretensiosamente, só enquanto comia meu macarrão, e vi um documentário feito pela PBS (rede de TV pública americana) sobre a (des) igualdade racial no Brasil. No filme, estudantes ricos e pobres de Brasília são acompanhados durante o pré-vestibular e discutem a decisão de tentar - ou não - entrar na UnB pela lei de cotas.
Sempre acreditei que a lei de cotas não deveria ser racial, mas sócio-econômica. Escola pública a vida toda + renda familiar ínfima + isenção de imposto de renda = cota, ou algo na mesma linha. Mas sinceramente não sei mais. A real é: quantos negros estudam em escola particular? Quantos trabalham aí do seu lado, no mesmo cargo? Quantos você vê na USP, PUC ou Faap? Será mesmo que não é racismo? Será que não aprendemos que o país vive numa "democracia racial" e passamos a aceitar isso como verdade?
Assistindo ao programa, me peguei pensando: pô, se uma dessas pessoas entrar na UnB essa lei já vai ter valido a pena, apesar dos espertos - IMPRESSIONANTE a cara de pau de alguns que agora se declaram negros.

# Voltarei em breve com a programação normal. Ou seja, Nova York.
# Não posso deixar de comentar a mãe "classe-média-alta-branca" que dá entrevista e solta (chorando): "estou mais nervosa do que ela. Acho uma injustiça ver a minha filha ralar de estudar e ser prejudicada por essa lei. Ela não merece tanto (!!) sofrimento!". E chora mais. Credo, ela não deve é merecer a senhora.