6 de set. de 2007

Então vai ser assim?

Confirmando o que aquela especialista em imagem disse, a revista do NY Times trouxe na capa o guru da indústria fonográfica norte-americana, Rick Rubin. Guru porque tem essa barba horrorosa, anda descalço e só usa calça cáqui, né? Se fosse normalzinho não seria guru...


Mas enfim, o cara tem carta branca pra fazer o que quiser - com a missão, nada simples, de salvar um mercado que parece não ter salvação.

E aí eu tô lendo hoje o The Wall Street Journal e vejo a história da cantora Marié Digby, 24, um fenônemo do YouTube visto por mais de 2,3 milhões de pessoas. Ela começou a postar vídeos gravados na sala da sua casa. Para aparecer nas buscas, gravou também covers. O boca-a-boca funcionou e logo Marié estava na TV, explorando seu conto de fadas e declarando surpresa por ter ido tão longe com os tais vídeos caseiros... Claro, assinou contrato com a Hollywood Records.

Mas... Eis que o contrato com a gravadora estava assinado desde 2005. E toda a sua carreira virtual foi guiada - muito bem guiada, diga-se de passagem - pela firrrrma. Tudo, tudinho planejado. Aliás, suas aparições na TV foram negociadas pela assessoria de imprensa da gravadora. No YouTube (vídeo acima, não consegui postar aqui...) os fãs se dividem. Alguns acham que ela foi esperta, outros que ela os enganou. Eu, que não sou fã nem nunca tinha ouvido falar na moça, achei a história absurda. Será que é este o caminho do marketing? Ui.

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